Pedro Piquet inicia temporada otimista na Nova Zelândia

Bicampeão da F3 Brasil fica todos os treinos no top10 na abertura da temporada da Toyota Racing Series

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Agora sem risco de ter que voltar para Brasília no meio da temporada por trapalhadas de dirigentes brasileiros, Pedro Piquet iniciou otimista sua jornada na Toyota Racing Series na Nova Zelândia.

O bicampeão da F3 Brasil esteve entre os dez mais rápidos em todas as sessões de treino realizadas no traçado de Ruapuna Park, em Christchurch, palco da primeira rodada tripla da competição de pré-temporada que prevê 15 corridas em cinco fins de semana consecutivos.

Pedro compete com o carro #5, preparado pela equipe M2 Competition (a mesma que defendeu em sua primeira experiência com carros de corrida, há dois anos).

“Tive um pouco de dificuldade no começo para adaptar ao carro. O F3 no Brasil tem 270 cavalos, aqui tem 215 e tem muito menos pressão aerodinâmica. Então o carro faz menos curva e é muito fácil o piloto “overdrive”, querer andar mais que o carro permite. Isso aconteceu algumas vezes e eu acabei travando as rodas e deixei o pneu “quadrado” nos treinos de quinta-feira. Mas pouco a pouco estou pegando mais o jeito e os tempos estão mais próximos”, contou o piloto de 17 anos de idade.

Nesta sexta foram realizadas mais três sessões de 30 minutos, nas quais o mais jovem representante do clã Piquet nas pistas finalizou em terceiro, quinto e sétimo lugar. Há 20 pilotos inscritos para a etapa de abertura.

No sábado acontecem as duas sessões classificatórias, que definem os grids das corridas 1 e 3 (a mais longa do fim de semana) e a primeira bateria da rodada tripla, com 15 voltas. A segunda corrida também tem 15 giros, abre a programação de domingo com o grid definido pela ordem de chegada da prova 1, com inversão das oitos primeiras posições.

“Comparando com a primeira vez que eu vim, estou com muito mais experiência em geral. Da outra vez eu nunca tinha feito nenhuma corrida de nada –e mesmo assim acho que até andei bem. E agora é questão de acostumar com o carro. Fiquei dois anos andando com o F3 e não é tão fácil virar a chavinha para um carro que faz menos curva e não freia tanto. Mas estamos pegando jeito e vamos aproveitar os treinos para melhorar o carro para o fim de semana”, completou Pedro.

A pista de Ruapuna tem 3,3 km de extensão no sentido anti-horário. É um traçado onde o piloto não andou em 2014, quando teve na Nova Zelândia sua primeira experiência competindo com carros de corrida. Na época, ele era um dos três pilotos de 15 anos de idade inscritos na Toyota Racing Series, mas foi obrigado a se retirar no meio dos treinos livres da terceira etapa porque a Confederação Brasileira de Automobilismo revogou sua autorização para competir –para se retratar publicamente pelo ato semanas mais tarde.

O motor da categoria permanece o mesmo que Pedro conheceu em 2014, mas no ano passado houve a estreia de um novo chassi, fornecido pela italiana Tatuus e construído conforme os padrões de segurança da FIA Fórmula 3. O sistema de transmissão também foi aprimorado, com o câmbio sequencial de seis marchas dando lugar ao atual sistema de acionamento por paddle shift.

Ficha técnica

  • Motor: Toyota 2ZZ-GE  1.800cc, 215 HP
  • Transmissão: Câmbio de 6 marchas com paddle shift
  • Peso: 550 kg (com o piloto)
  • Combustível: Etanol
  • Pneus: Michelin F3

Calendário

  • Etapa 1 – Ruapuna Park, – 16 e 17 de janeiro
  • Etapa 2 – Teretonga Park – 23 a 24 de janeiro
  • Etapa 3 – Hampton Downs – 29 a 31 de janeiro
  • Etapa 4 – Taupo – 6 e 7 de fevereiro
  • Etapa 5 – Manfeild – 12 a 14 de fevereiro

 

Sobre a Toyota Racing Series (TRS)

Estabelecida em 2004, é a principal categoria de fórmula da Nova Zelândia. O campeonato tem cinco etapas em cinco finais de semana consecutivos, com três baterias em cada uma delas.

Os carros são similares aos Formula 3, com a mesma relação peso-potência, mesmos pneus e conforme os parâmetros de segurança da FIA para a categoria.

Como é disputada tradicionalmente no início da temporada, a TRS atrai pilotos de todo o mundo, uma vez que o inverno no hemisfério norte dificulta o automobilismo na Europa.

Entre os pilotos com passagem pela TRS, destacam-se o russo Daniil Kvyat (que hoje é titular da Red Bull na F1), o italiano Rafaelle Marciello, campeão europeu de F3, o neo-zelandês Mitch Evans (piloto da GP2 em 2013 e campeão da GP3 em 2012) e o britânico Alex Lynn, vencedor do GP de Macau.